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Quando o calendário é inimigo

Jornal dos Deportos (Angola)

Perante esse cenário, chega-se à conclusão que, com o aproximar do final das respectivas épocas, aumenta o número de lesões. Uma praga, cuja principal explicação se encontra num calendário sobrecarregado, numa altura em que a exigência do ténis moderno tem levado a um maior desgaste físico e a lesões mais frequentes.
Num passado não muito distante, o defeso e a pré-época chegava a durar dois meses e agora não chega a mês e meio. As lesões mais comuns continuam a ser no ombro, pulso, costas e abdominais. A lesão do futuro vai ser no quadril.
O ténis actual é mais rápido do que nunca e, muitas vezes, os golpes já não se executam de lado, mas sim de frente, algo que elimina a componente rotacional e leva a que o quadril sofra cada vez mais.
Para os especialistas, só há dois caminhos para reduzir as lesões. Angel Ruiz Cotorro, médico da selecção espanhola da Taça Davis e o clínico a quem habitualmente recorre Rafael Nadal, dá duas excelentes explicações. Primeiro, e tendo em conta que as crianças já têm uma raqueta na mão aos cinco anos, é necessário trabalhar a prevenção desde essa idade, para minimizar os impactos que sofrerão quando se tornarem profissionais. Segundo, e como factor mais importante, o médico espanhol também é da opinião que se deve reduzir o calendário. “Tal como está, é impossível permanecer entre a elite mais de seis ou sete anos”, alerta.
Gilbert Bang, médico fisiatra brasileiro, membro da Sociedade do Ténis Medicina e Ciência, elaborou um estudo no sentido de se construir um calendário ideal. Para cada torneio, um atleta deveria reservar cinco semanas: três de preparação, uma a competir e uma a recuperar. Como na prática ninguém respeita esta teoria, Bang conclui que a média de torneios disputados pelos(as) tenistas do topo é de 22, ou seja, mais do dobro do ideal. “Teoricamente, isso já explica o elevado índice de lesões observadas no final de cada época”, sintetiza.

OS MAIS CASTIGADOS
No actual Top 20 do ranking ATP, há 12 jogadores que estão ou estiveram lesionados. Eis a lista dos mais castigados pelas lesões:
Nadal (joelhos e abdómen); Murray (pulso); Del Potro (pulso); Davydenko (perna e pé); Roddick (joelho); Tsonga (costas e joelho); Verdasco (abdominal); Soderling (cotovelo); Simon (joelho); Monfils (costas); Haas (ombro); Ferrer (coxa).

CIRCUITO WTA
ESTÁ CONDENSADO

António van Grichen é, desde há cinco anos, o treinador da bielorrussa Victoria Azarenka (a sétima do ranking mundial) e também considera que as exigências do calendário impõem que as atletas “joguem semana sim, semana não”.
Algo que se agravou depois de o WTA Tour ter decidido, este ano, encerrar a época um pouco mais cedo. “Por essa razão, o calendário ficou mais condensado”, adverte o treinador português, que dá ainda a conhecer outra explicação para algumas das lesões. “Pode dar-se o caso, não tanto entre as jogadoras do topo, de os preparadores físicos e os treinadores puxarem demais pelas atletas, levando a que, mais cedo ou mais tarde, algumas acabem por ‘explodir’ fisicamente”.

EXCESSO
PREJUDICA

Entre os actuais membros do Top 10 do ranking ATP, o francês Jo-Wilfried Tsonga e o sueco Robin Soderling são aqueles que mais torneios disputaram nos últimos 12 meses: 25 cada!
Curiosamente, ambos sofreram com as lesões. Tsonga está longe da melhor forma neste final de temporada, devido a problemas nas costas e num joelho.
Soderling está sem competir, em virtude de uma lesão no cotovelo direito, e dificilmente será capaz de se manter na corrida para um Masters que já conhece seis dos oito apurados.
Do lado oposto daqueles que mais competiram estão Roger Federer e Rafael Nadal: 17 torneios. O suíço por opção; o espanhol por ter estado mais de dois meses lesionado.
“Pode dar-se o caso de os preparadores físicos e os treinadores puxarem demais pelas atletas, levando a que algumas acabem por ‘explodir’ fisicamente”.

Atendimento médico
pode sofrer alterações
Corre o rumor de que os tenistas podem fazer a greve, se a ATP nada fizer, nos próximos tempos, para alterar o actual calendário. Essa medida extrema não merece qualquer reacção da entidade que regula o circuito profissional masculino, por parecer pouco provável.
A grande novidade já para 2010 pode acontecer na alteração do pedido de apoio médico durante um encontro. A intenção é privilegiar o espectáculo e os interesses do público, e tudo indica que deixará de ser permitido aos atletas chamar o médico ou o fisioterapeuta antes da conclusão de cada jogo. Desse modo, a ATP está convencida que as condutas anti-desportivas seriam diminuídas consideravelmente.

LESÃO NO JOELHO
AFASTA RODDICK

O americano Andy Roddick, número seis do ranking da ATP, não recuperou de uma lesão no joelho e está fora do Masters de Paris, que começa hoje, domingo, informaram os organizadores da competição.
Roddick contundiu-se no mês passado, na segunda ronda do Masters de Xangai, em jogo contra o suíço Stanislas Wawrinka. O jogador está classificado para disputar as Finais da ATP, em Londres, entre os dias 22 e 29 deste mês, mas pode desistir do torneio que reúne os oito melhores tenistas da época.

NADAL CULPA
CALENDÁRIO
O espanhol Rafael Nadal culpou o cansaço, devido à extenuante época, pelo seu abandono no Masters Series de Paris de 2008. O ex-líder do ranking mundial havia sentido uma lesão no joelho direito e deixou a quadra quando enfrentava o russo Nikolay Davydenko nos quartos-de-final da competição na capital francesa.
“Acredito que com este calendário é muito difícil jogar por muitos anos. Acho que a ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) e todo o mundo deveria pensar sobre essas coisas que estão a acontecer com os tenistas no final da época”, afirmou o espanhol após a partida.

TSONGA SENTE
LESÃO NO PULSO

O tenista francês Jo-Wilfried Tsonga sentiu uma lesão no pulso durante o confronto com o russo Mikhail Youzhny e abandonou logo na estreia do torneio de Valência, na Espanha.
Terceiro cabeça-de-chave, Tsonga venceu o primeiro set no tie-break por 7 a 3, mas caiu no segundo por 6 a 0 e estava com 3 a 0 atrás no terceiro quando abandonou. Ele foi atendido ainda no primeiro set.
“Senti dores no pulso direito e o esquerdo começou a doer conforme a partida, o que deixou as coisas complicadas”, comentou o francês, que tem prejudicadas as suas oportunidades de disputar as Finais da ATP, em Londres.
Tsonga agora vai descansar por alguns dias e vai tentar jogar o Masters de Paris.

DEL POTRO FORA DA DAVIS
Juan Martin del Potro pode ficar de fora da selecção da Argentina para a primeira ronda da Taça Davis, ideia que está a ser sustentada por querer jogar menos torneios na próxima época, depois de chegar ao quinto lugar do ranking mundial e com uma vitória no US Open.
Foi o seu técnico Franco Davin quem alertou há dias para essa possibilidade, adiantando até que o gigante de Tandil, de 21 anos, poderia fixar residência na Europa durante uns meses para evitar o desgaste das viagens de avião para a sua terra natal.
“Ainda não é certo que Juan Martin jogue a Taça Davis. Ele está muito cansado e ainda não falámos do calendário para o próximo ano, mas tem compromissos”, comentou Davin.

NA SUÉCIA
O sorteio da Taça Davis havia ditado a viagem da Argentina à Suécia. O encontro vai ter lugar logo no início de Março, seguindo-se os habituais torneios de piso rápido nos Estados Unidos em Indian Wells e Miami.
Depois deu-se o início da campanha de terra batida em Abril com o Open de Monte Carlo (12), Barcelona (19) e Roma (26). Em 3 Maio, os jogadores dividiram-se pelo Estoril Open, Belgrado e Munique, sendo o Open de Madrid (10) a última prova antes de Roland Garros.



 
BANG .:. Desde 1971 no Brasil .:. Tradição & Qualidade