Setembro - 2017
STQQSSD
    123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930 

Email Newsletter icon, E-mail Newsletter icon, Email List icon, E-mail List icon Sign up for WTF Email Newsletter


» Matérias «


Desafio: Nova geração, sem cigarro

Compreendo a dificuldade de quem fuma, o vício é dominante, muitos desejam parar e poucos conseguem, nossa luta é contra o cigarro e não contra quem fuma.
O cigarro já viveu seu momento de ‘glória’, sobretudo nas décadas de 70 e 80 onde fumar era sinônimo de status, charme e até de poder. Hoje a nova geração mais informada preza por outros valores, exige ambientes saudáveis, proteção ao meio ambiente, proteção aos animais, alimentos sem agrotóxicos, etc..
Muito embora existam esses desejos, a dificuldade é de se interromper e mudar antigos costumes e culturas enraizados há anos na nossa sociedade. E essa tarefa não é nada fácil.
Quando aprovamos a lei que proibiu cigarro em estabelecimentos fechados, enfrentamos um forte debate, prognósticos, por alguns negativos, acusações de violação do direito individual, quando na verdade, defendíamos o direito coletivo de ambientes saudáveis.
Há quase dois anos em vigor a lei antifumo é um sucesso, aprovada por 88% da população inclusive por quem fuma. Hoje, ir a restaurantes, bares, eventos é mais prazeroso, assim como voltar pra casa sem carregar aquela sensação de ter também fumado. Nosso corpo, a nossa saúde agradecem.
E iniciamos 2011 com um novo e porque não dizer mais corajoso debate, a extensão da lei, proibindo o fumo nas praias, parques e praças, áreas que são na verdade utilizadas por famílias para a prática de esporte e lazer. Em tese, são locais saudáveis, incompatíveis com a fumaça e a sujeira deixada por infinitas ‘bitucas’.
Ao apresentar esse projeto na Assembleia Legislativa não esperava 100% de aprovação, porém, o que nos leva adiante são os números positivos: em agosto de 2010, quando a lei antifumo completava seu primeiro aniversário 99,78% dos estabelecimentos já haviam aderido à sua normativa; bares, restaurantes e casas noturnas revelaram a redução de 73,5% nos níveis de monóxido de carbono nos ambientes e muitos fumantes confirmaram que diminuíram o número de cigarros com a necessidade de buscar um local adequado para a prática.
Com a aprovação da lei, serão inúmeros benefícios, como:1º o fumante fumará menos; 2º o fumante passivo também terá menos contato com a fumaça e passará a ser respeitado em seu direito coletivo; 3º quem começa a fumar ficará desestimulado; 4º o meio ambiente ganha mais uma proteção, já que as ‘bituca’ de cigarro demoraram até 20 anos para se decompor, sem contar a colaboração com a atmosfera.  E, ainda, os gastos com a saúde pública em tratamentos das doenças causadas pelo cigarro diminuirão.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, o cigarro provoca um prejuízo anual para o sistema público de saúde de pelo menos R$ 338 milhões, o equivalente a 7,7% do custo de todas as internações e quimioterapias no país.
Em NY, conhecida como a ‘Capital do Mundo’, com milhares de turistas, já vigora tal medida, Califórnia e Wasginthon possuem leis semelhantes.
Vejo que chegou a hora do estado de São Paulo avançar e aprovar esta Lei.
Viva a vida e a natureza, enquanto podemos contar com ambas!

Vinícius Camarinha
Advogado e Deputado Estadual (PSB/SP)



 
BANG .:. Desde 1971 no Brasil .:. Tradição & Qualidade