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Adaptações neuromusculares ao treinamento de força

O aumento nos níveis de força pode variar de indivíduo para indivíduo, devido a diversos fatores, como nível de força inicial, protocolo de treinamento adotado, tipo predominante de fibra muscular, entre outras características. Dados relatam que homens e mulheres conseguem em média um aumento de 25 a 30% na força muscular quando comparado ao período inicial de treinamento após 6 meses.
Nas primeiras semanas de treinamento ocorre um aumento na força sem ocorrer um aumento na hipertrofia muscular. Esse aumento deve-se pela melhora no recrutamento de unidades motoras e consequentemente em uma melhora no recrutamento de fibras musculares, já que uma unidade motora inerva várias fibras musculares. Ou seja, nosso corpo “aprende” a recrutar fibras musculares de uma maneira mais organizada, por isso quando um indivíduo entra na academia dizemos que ele está na fase de adaptação.
Outra adaptação que ocorre é a diminuição da co-contração muscular, muito comum em indivíduos iniciantes em um programa de musculação, assim como em atletas de determinadas modalidades esportivas. Diminuir a co-contração significa diminuir a ação dos musculos antagonistas no exercício, muito comum em iniciantes.
O treinamento de força também inibe os reflexos musculares que inibem a contração decorrente de um alto nível de força (inibição do Órgão Tendinoso de Golgi). Outra adaptação bem definida é o aumento nas fibras de contração principalmente rápidas, importantes na geração de força e potência.
Estudos demonstram que crianças também aumentam a força muscular após um protocolo de exercícios de intensidade moderada/alta. Porém, esses mesmos estudos não viram alterações na massa muscular dessas crianças, sendo que a justificativa para o aumento da força muscular foi a mesma dada para o aumento na força muscular em um período inicial de treinamento em indivíduos adultos: as adaptações neurais do treinamento (estamos falando de crianças saudáveis, sem o uso de recursos ergogênicos).
Idosos também podem aumentar a força muscular em até 100% após a realização de um protocolo de treinamento de força, sendo que a adaptação mais vista nesse grupo é o aumento da fibra muscular rápida decorrente do treinamento. Vale lembrar que indivíduos idosos têm como característica a perda de massa e força muscular decorrentes da perda de fibra rápida (sarcopenia).

Gustavo Barquilha, fisiologista do Bang Top Team e Bang Golden Girls, é educador físico com mestrado em Ciências do Movimento Humano, Mestre Doutorando em Ciências do Esporte, Pós-Graduado em Fisiologia do Exercício, Instrutor Certificado em Treinamento Funcional, Instrutor Certificado em Treinamento Funcional - Core 360º, Instrutor Certificado em Ginástica Natural, Professor da Universidade Cruzeiro do Sul, no curso de educação física, Coordenador técnico do departamento de Halterofilismo e Alto Rendimento do Clube dos paraplégicos de SP, um dos princípais e mais antigos clubes esportivos voltados para esportes adaptados no Brasil. Esse clube é vínculado ao Comitê Paraolímpico Brasileiro, tendo como destaque no clube o Halterofilista Alexsander Whitaker, com vários títulos brasileiros, Parapan-Americanos, entre muitos outros. Faz também o acompanhamento físico/fisiológico de diversos lutadores de Jiu-Jitsu e MMA.



 
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