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Perda de tempo precioso!

Com todo respeito aos atletas envolvidos no episódio de escolha daquele que iria integrar a seleção brasileira na categoria até 72 Kg no Mundial da Espanha em 2005 (Carlos Costa e Rodrigo Ferla) quero esclarecer que nunca tive qualquer intenção de prejudicar ou favorecer a qualquer atleta ou técnico que seja. Todas as minhas ações e decisões sempre foram tomadas dentro de um conceito ético e moral. O ponto de vista é simples e claro em relação aos fatos decorridos naquele ano. Não seria possível levar  dois atletas na mesma categoria; precisávamos definir um nome. Após ouvir  membros da comissão técnica e os atletas, tomei a decisão baseado em quesitos técnicos, táticos e físicos, além do histórico esportivo de cada atleta. O atleta Carlos Costa foi o escolhido para representar o Brasil neste Mundial. Se alguém discorda, esse é um direito. Mas a decisão foi por voto da maioria.

Vejam parte de um email que recebi em 2005, escrito pelo preparador físico André Augusto Delrio: 1 - A seletiva mencionada foi realizada de forma arbitraria e sem o consentimento prévio dos treinadores e da comissão técnica, (o que pode ser comprovado por gravação de dialogo entre F. Madureira, M. Tilico e André Del Rio). A realização das lutas não seguiu o regulamento internacional, ou seja, as lutas foram arbitradas por treinadores e dirigentes e os pontos foram computados em pedaços de papel (sem a utilização do placar eletrônico). Outro fator agravante para a realização das lutas, diz respeito à elevada carga de treinamento que os atletas foram submetidos no dia de realização das lutas (dois treinamentos técnico-táticos com elevada exigência anaeróbia).

 2- Quanto à especulação de que o Mestre Kim presenteou o Atleta Carlos Costa com a vaga, não tenho conhecimento desta afirmação. Porém, com dados de teste realizados e observações durante as concentrações, inclusive com registrados e relatório técnico - cientifico encaminhado ao COB, indicavam que o atleta Rodrigo Ferla não apresentava evolução em parâmetros como VO2, velocidade de movimento e tempo de reação para técnicas específicas da modalidade. Fato este justificado por uma lesão na articulação do tornozelo e relatado pelo próprio atleta. Motivo que o afastou dos treinos por aproximadamente um mês. Assim sendo, o fato justificou a deliberação a favor do atleta Carlos Costa para assumir a vaga na categoria em questão. Outros casos também foram analisados imparcialmente. Foram identificadas disparidades na condição física dos atletas Murilo e Reginaldo. Eles estavam abaixo do esperado e as vagas ficaram com Márcio e Gilvan).

Fico pensando: Bernardinho, técnico da seleção brasileira de vôlei, no ano das Olimpíadas afastou Ricardinho, o melhor levantador do mundo. Felipão, técnico da seleção brasileira, não levou o Romário para a copa do mundo em 2002. Dunga não relacionou Ronaldinho Gaúcho e perdeu a Copa. Mas nem por isso acredito que estes técnicos serão atacados covardemente por suas escolhas e decisões.

No mundial de 2005 o Brasil obteve sua melhor classificação na competição, além de conquistar a tão sonhada medalha de ouro e uma medalha de prata. Ninguém sabe da importância do líder nestas horas, aquele que chama a responsabilidade para si e diz; ninguém vai tirar a atleta, ela fica; ponto final!(Isto é passado!)
Fazer pessoas covardes, falsas e interesseiras (que sempre colocam o “eu” acima dos interesses coletivos do grupo), APRENDER A TRABALHAR EM EQUIPE, RESPEITANDO SEU SEMELHANTE, ESTAS SÃO  AS  QUALIDADES DE UM GRANDE LIDER. DURANTE A GESTÃO (2003 A 2007) ATE OS JOGOS PAN-AMERICANOS, FOMOS TODOS UNIDOS COM UMA ÚNICA MISSÃO:  “SUCESSO”.
Talvez a maioria das pessoas pensem que basta ter um grupo de bons atletas para obter bons resultados. Quem pensa desta forma esta enganado. Em uma equipe multidisciplinar, todos são importantes; atletas, técnicos, preparador físico, psicólogo, médico, massagista, fisioterapeuta, etc. Quem vai liderar o todo fica com a missão mais difícil, mesmo sabendo da importância de cada um, pois é ele quem direciona todo o trabalho.
Basta olhar para a taekwondo brasileiro de hoje: Cadê o líder? O que ele fez a não ser perseguir seus filiados, emprestar dinheiro que não é dele, aprovar um estatuto ONDE ELE ESTA ACIMA DAS LEIS DO NOSSO PAÍS, usar o dinheiro da CBTKD na compra de ternos e favorecer aos seus parceiros privilégios.

Eu pergunto: onde está o empresário bem sucedido, que me ligou por várias vezes pedindo dinheiro emprestado? Pedindo: “fala com o mestre Lim” que estou precisando da ajuda dele para pagar gastos no processo contra o presidente J R KIM. Que empresário é este que não tinha dinheiro para bancar processos de retirada do seu próprio Mestre? Porque este líder não coloca uma nota falando sobre os problemas por que passa a entidade maior?  Por que não publica uma nota falando do estatuto, esclarecendo as dúvidas de centenas de praticantes? Por que ele não vem a público falar da gestão dele à frente da Federação Carioca? Por que o todo poderoso fica usando algumas pessoas para colocar notas infundadas contra a minha pessoa? Quando estive à frente do departamento técnico da confederação, perguntem quem emprestava dinheiro para realizar concentrações, seletivas... Perguntem aos atletas e técnicos por quantas vezes eu paguei passagens, alimentação, hospedagens, entre outros gastos de atletas. Perguntem ao Grão-mestre Yong Min Kim qual a importância de um líder ético e comprometido dentro de uma entidade (CBTKD). Perguntem a ele qual a diferença entre trabalhar com um homem que nunca levou vantagens pelos serviços prestados e aqueles que vivem à sombra da malandragem.

O que me chama a atenção é a insistência de alguns em discutir um assunto que faz parte do passado. Neste momento, há questões mais importantes acontecendo. Estamos a apenas quatro anos dos Jogos Olímpicos no Brasil e a poucos dias dos Jogos Olímpicos de Londres. Foram milhões de reais investidos na seleção e o resultado deste investimento interessa a todos nós, atletas, professores e dirigentes, pois vai melhorar ou piorar o desenvolvimento do Taekwondo em nosso país.

Entre as muitas questões importantes, gostaria de saber e entender algumas:
Quantos milhões foram investidos na seleção brasileira de 2009 até hoje? Qual a diferença do que foi investido entre 2003 a 2008? Os resultados foram melhores ou piores?  Aumentamos o número de atletas nos Jogos Olímpicos ou diminuímos? O apoio aos nossos atletas das Seleções A e B melhorou em relação do que se tinha antes, como investimento e o que temos hoje? Investimos nas categorias de base? Revelamos novos atletas? Estamos encontrando soluções para reunificar e trazer paz ao taekwondo brasileiro? São estas questões (técnicas, políticas e financeiras) que são as mais importantes para serem discutidas neste momento. Outras questões podem e devem ser discutidas em outros lugares e momentos. A não ser que se queira criar uma para não entendermos o que acontece hoje e não sairmos do lugar.
Cortina de fumaça!

Atenciosamente.

Marcelino Soares de Barros

Enviado para publicação em 17/05/2012

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