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Exercício e esporte no inverno

Fonte: Dr. Gilbert Bang

Nosso corpo tem maior dificuldade de adaptação às temperaturas baixas. As atividades orgânicas nos músculos estão aumentadas e os vasos sanguíneos superficiais ficam mais estreitos. Esses e outros ajustes acontecem para que o organismo não perca calor por meio da pele. Reações como ereção dos pêlos e os tremores são outros mecanismos protetores contra o frio.
O aquecimento antes da prática de exercícios e esporte prepara o corpo para uma sobrecarga. De acordo com o preparador físico Eduardo Faria, em dias frios o aquecimento deve ser mais prolongado e mais próximo do início das atividades. Em outras estações quentes, o efeito fisiológico do aquecimento pode durar até 30 minutos após o seu término. No inverno, esse tempo possivelmente será menor.

Além da temperatura ambiente e da temperatura corporal central deve-se ficar atento à presença de vento e de água (sudorese, roupa molhada). A temperatura corporal inferior a 35°C já é sinal de hipotermia e leva a graves danos à saúde.

A partir de 24°C ou menos de temperatura ambiental, já devemos levar em consideração esses cuidados, pois há o aumento do metabolismo para compensar a perda de calor corporal. Na presença de vento, essa perda é mais acentuada. Basta notar que a sensação térmica de frio nessas condições é maior e por isso a roupa de inverno é mais apropriada para diminuir a superfície de contato com o ambiente. Por outro lado, a roupa molhada do jogador pode levar em média à queda da temperatura corporal em até 3°C (lembrar também de trocar as meias molhadas!). Levando-se em conta estes fatores, a tecnologia de desenvolvimento de roupas esportivas procura formas de manter o corpo mais seco utilizando tecidos com capacidade de absorver e dissipar o suor além de proteções contra o vento principalmente na região torácica.

Aparentemente, há menor produção de suor, mas a perda de água pela transpiração continua ocorrendo bem como pela respiração e pela urina. A falta de água no organismo afeta a produção de calor e facilita a ocorrência da fadiga mais precocemente. Desta forma, é preciso ficar atento ao risco de desidratação.
Para manter a temperatura corporal central estável, há o aumento da utilização de carboidratos e queda do VO2 máximo, prejudicando a performance do atleta. A temperatura muscular também fica diminuída levando à diminuição do controle neuromuscular e consequentemente ao prejuízo da coordenação motora mesmo em atletas de elite.

Durante uma sessão de treino, procure aumentar a intensidade aos poucos para que a sua adaptação seja menos dramática e, é claro, não se exercite desprotegido do frio muito menos quando não se sentir bem para isso. Fique atento quando a temperatura ambiental estiver igual ou inferior à 24°C. A análise ambiental é importante para o planejamento de sua rotina de exercícios e para a manutenção da sua saúde.

Fontes:
Blog Einstein
Tênis News



 
BANG .:. Desde 1971 no Brasil .:. Tradição & Qualidade