Novembro - 2017
STQQSSD
  12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930   

Email Newsletter icon, E-mail Newsletter icon, Email List icon, E-mail List icon Sign up for WTF Email Newsletter


» Matérias «


Decisão judicial implode taekwondo brasileiro

Fonte: Revista BUDO

Há mais de cem dias sem comando, mergulhada em problemas e incertezas, modalidade vive caos sem precedentes.


Com as mãos atadas, Carlos Fernandes vê a CBTKD afundar no cenário esportivo, enterrando sonhos de milhares de praticantes e aficionados

Uma das doze modalidades olímpicas que conquistaram medalhas nos Jogos Rio 2016, o taekwondo agoniza lenta e silenciosamente desde 23 de agosto, quando o juiz da segunda vara criminal do Rio de Janeiro atendeu ao pedido de afastamento preventivo de Carlos Fernandes, presidente da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), feito pelo Ministério Público Federal (MPF).
Prestes a perder patrocínios em função da decisão judicial que comprometeu a imagem da modalidade, hoje a confederação brasileira não possui planejamento e nem divulgou os calendários nacional e internacional da próxima temporada, lançando milhares de professores, técnicos, árbitros e atletas espalhados por todo o País num mar de dúvidas e incertezas.
Quando o dirigente foi afastado, a Operação Nemeus ainda estava em fase de averiguação, num processo em que o maior investigado é Sérgio Borges, sócio-diretor da empresa SB Marketing, acusada de ser peça-chave de um esquema de fraudes envolvendo recursos destinados pelo Ministério do Esporte. Ele teve sua prisão decretada em agosto e foi libertado nesta semana.
Apesar das denúncias apresentadas pelo MPF, nada foi provado. Nenhuma acusação foi confirmada e não compreendemos por que até hoje, 113 dias após ter sido afastado, Carlos Fernandes não foi autorizado a reassumir a gestão de uma entidade que a cada dia perde credibilidade e filiados.
O taekwondo está acéfalo e quem perde com esta decisão descabida são os atletas que dependem diretamente da gestão, filiados em geral e profissionais que vivem do taekwondo. Todos estão perdendo espaço no cenário esportivo nacional.
Eleito legitimamente por 25 das 27 federações estaduais e de mãos atadas pela decisão judicial, Carlos Fernandes assiste à derrocada de sua gestão no ano em que o taekwondo deu sua maior contribuição para o desporto olímpico nacional.
Em outro processo envolvendo entidade esportiva, o desembargador Nery da Costa Júnior, do Tribunal Regional Federal de São Paulo (TRF-SP), determinou a volta de Coaracy Nunes à presidência da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) e de outros quatro dirigentes que haviam sido suspensos de seus cargos em setembro após ação do MPF por improbidade administrativa. Coaracy Nunes havia sido afastado da presidência da CBDA em 24 de outubro de 2016, e após 16 dias o desembargador paulista reconduziu o dirigente ao cargo, mesmo pesando contra Coaracy e seus aliados a acusação de estarem envolvidos em irregularidades na assinatura de contratos em 2014 para a compra de equipamentos destinados à preparação de atletas para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Segundo os procuradores, os valores desviados dos cofres públicos chegam a R$ 1,5 milhão.
Marcelo Franklin, advogado da CBDA, derrubou a liminar alegando cerceamento dos direitos e conotação política na ação, já que haverá eleições na CBDA em 2017.
No caso do dirigente carioca, nada foi provado até aqui. Nenhuma peça que justificasse a manutenção do afastamento de Carlos Fernandes foi produzida e apresentada pelo Ministério Público Federal. Contudo, passaram-se quase 120 dias e o taekwondo agoniza taciturnamente sob segredo de justiça.

COPIE E DIVULGUE, PORÉM SEJA LEGAL e ORIGINAL! 
RESPEITE O TRABALHO ALHEIO, PEÇA AUTORIZAÇÃO E/OU CITE A FONTE!



 
BANG .:. Desde 1971 no Brasil .:. Tradição & Qualidade